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Visto americano terá restrições ligadas à saúde, incluindo obesidade grave

O Departamento de Estado dos EUA afirmou que a nova diretiva visa "colocar os interesses do povo americano em primeiro lugar"

Por CNN Brasil 12/11/2025
Visto americano terá restrições ligadas à saúde, incluindo obesidade grave
Visto americano e carimbos de entrada nos EUA em um passaporte brasileiro (Foto: Carlos Severo/Fotos Públicas)

O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu uma nova diretriz que amplia os critérios de saúde que podem levar à negação de vistos, incluindo casos de obesidade grave. Segundo fontes do governo de Donald Trump, a medida é voltada a pessoas que desejam morar no país, não a turistas e visa evitar que imigrantes se tornem um “fardo” para o contribuinte americano.

A nova orientação foi enviada a embaixadas e consulados dos Estados Unidos em todo o mundo. A notícia foi primeiramente veiculada pelo site especializado em saúde pública KFF Health News e confirmada à CNN Brasil, nesta quarta-feira (12), pelo porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, Tommy Pigott.

“Não é segredo que o governo Trump está colocando os interesses do povo americano em primeiro lugar. Isso inclui a aplicação de políticas que garantam que o sistema de imigração não seja um fardo para o contribuinte americano”, afirmou o porta-voz.

Fontes do governo norte-americano afirmaram que as novas restrições são voltadas a vistos para imigrantes, ou seja, pessoas que vão aos Estados Unidos com o objetivo de morar no país. E acrescentaram que a mudança não atinge vistos do tipo B-2 (como os de turismo ou tratamento médico), para pessoas que podem custear seus tratamentos e retornar ao país de origem.

Interlocutores do governo Trump afirmaram ainda que há mais de 100 anos o Departamento de Estado tem autoridade para negar um visto com base na probabilidade de o solicitante se tornar uma “carga pública” nos Estados Unidos.

O objetivo da medida, segundo as fontes, é “proteger os contribuintes americanos” por meio de uma triagem rigorosa, para impedir a entrada de imigrantes que não possam arcar com seus próprios custos médicos e “que esperem que os contribuintes americanos paguem por eles”.

De acordo com a KFF Health News, que disse ter analisado uma cópia do comunicado, as diretrizes enviadas pelo Departamento de Estado afirmam que “certas condições médicas — incluindo, entre outras, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, câncer, diabetes, doenças metabólicas, doenças neurológicas e problemas de saúde mental — podem exigir cuidados no valor de centenas de milhares de dólares”.

As novas restrições se somam a outras medidas adotadas recentemente, entre elas: a obrigação de estudantes e intercambistas de tornar seu perfil nas redes sociais público durante o processo de solicitação do visto; o aumento da taxa para emissão do visto, de US$ 185 para US$ 250; e a obrigatoriedade de entrevista presencial.