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Em Maceió, 24,8% dormem menos de 6 horas, maior taxa entre capitais

Estudo divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que média nacional é de 20,2%

Por Assessoria 01/02/2026
Em Maceió, 24,8% dormem menos de 6 horas, maior taxa entre capitais
Dormir pouco pode causar sérios danos ao organismo (Foto: Getty Images)

Maceió tem a pior média de sono entre as capitais brasileiras. Segundo os dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2025, divulgados pelo Ministério da Saúde esta semana, 24,8% dos maceioenses adultos dormem menos de 6 horas por noite. A média nacional é de 20,2%.

O recorte por sexo mostra que a situação é ainda mais crítica. A capital alagoana também lidera o ranking nacional de privação de sono entre mulheres, com 27,9% dormindo menos de seis horas por noite. Entre os homens, o índice é de 20,9%. Confira:

Os dados revelam que Maceió também tem a maior proporção de adultos com ao menos um sintoma de insônia, com 38%. A questão é mais frequente entre mulheres (45,6%) do que entre homens (28,6%).

A nível nacional, a frequência de duração curta de sono é maior entre aqueles com 65 anos ou mais (23,1%) e é particularmente alta entre mulheres sem instrução ou com o ensino fundamental incompleto (29%).

A importância do sono

A duração e a qualidade do sono são reconhecidas como fatores essenciais para a saúde física, cognitiva e emocional. Segundo o relatório do Vigitel, um sono saudável não depende apenas do número de horas dormidas, mas também da qualidade do descanso, do horário em que ele ocorre e da ausência de distúrbios. Estudos apontam que tanto dormir pouco quanto dormir demais podem estar associados a piores desfechos de saúde, especialmente quando o sono não é restaurador.

Nos últimos anos, mudanças nos padrões de sono passaram a ser tratadas como uma preocupação crescente de saúde pública. A privação ou má qualidade do sono está associada à redução da qualidade de vida e ao aumento do risco de desenvolvimento ou agravamento de doenças crônicas. Esse cenário levou o Ministério da Saúde a incluir.

Esta é a primeira vez que o Vigitel traça um panorama do sono dos brasileiros. O estudo também traz informações sobre a prevalência de diabetes e hipertensão no país, e dados sobre hábitos alimentares e de prática de exercícios.

Criado em 2006, o Vigitel monitora anualmente, por meio de entrevistas telefônicas, a situação de saúde dos moradores das capitais dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. Os dados servem de base para a formulação e o aprimoramento de ações e programas de saúde pública em todo o país.