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Livro “Sereias Alagoanas” será lançado este mês na Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos

Por Agência Alagoas 09/02/2026
Livro “Sereias Alagoanas” será lançado este mês na Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos
Livro apresenta histórias de mulheres que marcaram a sociedade alagoana e propõe novas referências de leitura e formação cidadã (Foto: Divulgação)

A Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos recebe, no dia 27 de fevereiro, às 9h, o lançamento do livro "Sereias Alagoanas: histórias de mulheres que encantam", da arquiteta e urbanista Adriana Capretz. A obra apresenta trajetórias femininas marcadas pela defesa da justiça social, da cultura, do meio ambiente e da dignidade humana, reunindo nomes de mulheres negras, indígenas, quilombolas, periféricas, cientistas, artistas, educadoras, lideranças comunitárias e políticas que ajudaram a transformar a realidade alagoana. 

O lançamento acontece em um contexto simbólico. O livro chega no momento em que se celebram os 30 anos da Declaração de Pequim, marco mundial na luta pelos direitos das mulheres, e também no início da vigência da Lei nº 14.986/2024, que torna obrigatória a abordagem das contribuições das mulheres na ciência, nas artes, na política e na sociedade nos currículos da educação básica brasileira. 

Pensado especialmente para o público infantojuvenil, a obra apresenta cada personagem por meio de uma breve biografia acompanhada de ilustrações produzidas por artistas alagoanos convidados. 

As mulheres retratadas foram organizadas em eixos temáticos, que vão desde pioneiras e educadoras até mestras da cultura popular, cientistas, indígenas, negras, empreendedoras e defensoras do meio ambiente, formando um amplo mosaico de referências femininas. 

Para a supervisora da Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos, Mira Dantas, receber o lançamento do livro representa uma oportunidade de ampliar o acesso a narrativas que historicamente ficaram à margem dos registros oficiais. 

“Sereias Alagoanas apresenta histórias de mulheres que sempre atuaram de forma decisiva em suas comunidades, mas que nem sempre tiveram seus nomes registrados em livros. Ao reunir essas trajetórias em uma linguagem acessível, a obra contribui para que crianças, jovens e leitores em geral conheçam outras referências de protagonismo feminino, reconhecendo a diversidade de experiências que constroem a história de Alagoas

Adriana Capretz também é doutora em Ciências Sociais e professora titular da Universidade Federal de Alagoas. Pesquisadora das áreas de patrimônio cultural, memória e identidade, ela desenvolve projetos voltados à divulgação científica e à educação patrimonial, com destaque para iniciativas como o Tatipirun Educacional e o projeto Sereias Alagoanas, que também ganhou visibilidade nas redes sociais. 

A escrita do livro nasceu tanto do contato da autora com obras biográficas voltadas ao público infantil quanto de sua pesquisa sobre mulheres alagoanas pouco reconhecidas, iniciada a partir do estudo da trajetória da arquiteta Zélia Maia Nobre. Ao longo do processo, a autora percebeu a necessidade de atualizar e ampliar o repertório de referências femininas, sobretudo incluindo mulheres historicamente invisibilizadas, em um formato acessível e atrativo para crianças e jovens. 

O projeto foi realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, operacionalizado pelo Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult).