Contenção ou proteção de encostas: o que muda nas obras realizadas em Maceió
Intervenções utilizam técnicas diferentes conforme o nível de risco e ajudam a evitar deslizamentos
A Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra), vem atuando em áreas de encosta com dois tipos principais de obra: contenção definitiva e proteção superficial. Ao todo, 50 pontos já foram contemplados com esses serviços em diferentes regiões da capital.
Embora tenham o mesmo objetivo, as duas soluções são diferentes e são aplicadas de acordo com a condição do terreno.
A contenção é utilizada nos casos mais críticos, quando a encosta já apresenta sinais avançados de erosão e maior risco de deslizamento. Nesse tipo de intervenção, a atuação é mais profunda e envolve técnicas como solo grampeado e cortinas atirantadas, que reforçam a estrutura do solo e garantem mais estabilidade. Essas obras também incluem sistemas de drenagem, fundamentais para escoar a água e evitar o encharcamento do terreno.
Já a proteção de encostas tem caráter preventivo. Ela é aplicada quando ainda é possível conter o avanço da erosão antes que o problema se agrave. Nesse caso, o trabalho ocorre na superfície, com o uso de geomantas, biomantas e cobertura vegetal, que ajudam a proteger o solo e reduzir a infiltração de água.

Na prática, as duas técnicas se complementam. Enquanto a contenção resolve situações mais avançadas, a proteção atua para evitar que outras áreas cheguem ao mesmo nível de risco.
Um dos destaques é a região do Reginaldo, que já conta com quatro contenções finalizadas, duas em andamento e quatro pontos de proteção entregues, reforçando o trabalho contínuo de redução de riscos na área.
De acordo com o vice-prefeito e secretário de Infraestrutura, Rodrigo Cunha, esse tipo de intervenção é essencial para garantir mais segurança à população.
“É um trabalho essencial, pois previne desastres naturais e traz segurança e tranquilidade para as famílias que vivem em áreas de risco”, destacou.
