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Justiça mantém prisão preventiva de influenciador investigado por ligação com facção criminosa

Por Redação* 20/07/2026
Justiça mantém prisão preventiva de influenciador investigado por ligação com facção criminosa
PTK está preso desde a operação Morro do Alemão. (Foto: Reprodução/ Internet)

O Tribunal de Justiça de Alagoas negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa do influenciador digital Patrick de Almeida Silva, conhecido como PTK. Com a decisão, ele continuará preso preventivamente enquanto avançam as investigações sobre a suposta participação em uma organização criminosa.

A decisão foi proferida pelo desembargador Ivan Vasconcelos Brito Júnior, relator do habeas corpus, na sexta-feira (17). O magistrado considerou que, nesta fase inicial, não ficou demonstrada a existência de ilegalidade evidente que justificasse a revogação imediata da prisão. O mérito do pedido ainda deverá ser analisado pela Câmara Criminal.

PTK foi preso no dia 3 de junho, durante a Operação Morro do Alemão, realizada para investigar integrantes do Comando Vermelho em Alagoas e no Rio de Janeiro. Ele é suspeito de integrar a facção e de participar da lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

A defesa alegou falta de justa causa para a manutenção da prisão e afirmou que as acusações seriam genéricas, sem elementos concretos que comprovassem a participação do influenciador nos crimes investigados. Os advogados destacaram que nenhuma arma ou droga foi encontrada com PTK no momento da prisão.

Também foram questionadas as interceptações telefônicas utilizadas na investigação. Segundo a defesa, a acusação estaria baseada principalmente em uma conversa registrada em 2024, na qual uma suposta liderança criminosa teria convidado PTK para disputar um cargo político. O influenciador, no entanto, teria recusado o convite.