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Homem é condenado a 87 anos de prisão por matar e esconder corpos em Arapiraca

Por Francês News 25/08/2026
Homem é condenado a 87 anos de prisão por matar e esconder corpos em Arapiraca
As vítimas foram assassinadas em abril de 2024 (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O Tribunal do Júri de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, condenou nesta terça-feira (25) o escultor Regivaldo da Silva Santana, conhecido como “Giba”, a 87 anos e 4 meses de prisão, além de 1 ano de detenção e 366 dias-multa. Ele foi responsabilizado pelas mortes de quatro pessoas cujos corpos foram encontrados dentro de um poço em uma propriedade rural onde morava.

Também foram julgados Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima, apontados pela investigação como participantes da ocultação dos cadáveres. Cada um recebeu pena de 1 ano e 6 meses de reclusão, além de 288 dias-multa.

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) informou que pretende recorrer das penas aplicadas aos dois, consideradas pelo órgão incompatíveis com a gravidade dos crimes.


Quatro vítimas foram mortas em abril de 2024

As vítimas eram Letícia da Silva Santos, de 20 anos; Lucas da Silva Santos, de 15; Joselene de Souza Santos, de 17; e Erick Juan de Lima Silva, de 20. Os quatro foram assassinados em 13 de abril de 2024.

Segundo a acusação, Lucas e Erick teriam sido mortos primeiro. Depois, Letícia e Joselene também foram assassinadas. O MPAL sustentou que os crimes ocorreram em circunstâncias que dificultaram a defesa das vítimas.

Os corpos permaneceram escondidos em um poço até 19 de abril, quando foram localizados pela polícia. A investigação começou depois que familiares comunicaram o desaparecimento dos jovens.

A retirada dos cadáveres exigiu o trabalho de equipes do Corpo de Bombeiros.


Suspeito foi preso no local

Regivaldo foi preso em flagrante no mesmo dia em que os corpos foram encontrados. Durante as buscas na propriedade, policiais apreenderam cerca de dez armas de fogo, além de acessórios de uso restrito que estariam sem autorização.

Os agentes também encontraram animais mantidos em cativeiro, incluindo uma jiboia e uma píton, espécie exótica.

Wesley e Adriano foram presos no dia seguinte, em Sergipe. De acordo com a investigação, eles teriam ajudado a esconder os corpos.


Investigação contestou versão de legítima defesa

Durante o inquérito, Regivaldo apresentou uma versão de que teria agido em legítima defesa. A Polícia Civil, entretanto, afirmou ter reunido elementos que contrariavam o relato.

Imagens de câmeras de segurança mostraram Letícia e Joselene saindo com o escultor. Segundo os investigadores, o grupo passou por uma agência bancária e posteriormente por uma pizzaria antes de retornar à propriedade.

Ainda conforme a investigação, Lucas e Erick questionaram Regivaldo sobre a saída das duas jovens. A discussão teria deixado o escultor alterado e, posteriormente, as vítimas foram executadas.

Com o julgamento realizado nesta terça-feira, terminou a fase do Tribunal do Júri envolvendo os três acusados. O MPAL agora deverá recorrer especificamente das penas impostas a Wesley e Adriano.