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Contradições marcam depoimentos no júri da morte de blogueiro em Junqueiro

Por Redação* 05/10/2026
Contradições marcam depoimentos no júri da morte de blogueiro em Junqueiro
Réu Carlos Henrique Ferreira Santos, de 37 anos, acusado de envolvimento na morte do blogueiro político Adriano de Farias Firmino da Silva (Foto: Divulgação/Assessoria)

A 9ª Vara Criminal da Capital realiza, nesta segunda-feira, 5,, no Fórum do Barro Duro, em Maceió, o julgamento popular de Carlos Henrique Ferreira Santos, de 37 anos, acusado de assassinar o blogueiro político Adriano de Farias Firmino da Silva, de 33 anos.

O Tribunal do Júri iniciou os trabalhos com mais de uma hora de atraso e ouve testemunhas de acusação e defesa em modalidade presencial e por videoconferência. Os advogados Raimundo Palmeira e Gabriel Sena atuam no plenário como assistentes de acusação e auxiliam o Ministério Público de Alagoas (MPAL) no interrogatório das testemunhas.

A irmã da vítima, Rosineide Farias, prestou o primeiro depoimento do dia por videoconferência. Ela detalhou o clima de intimidação em Junqueiro e afirmou que a vítima sofria hostilidades do prefeito e da mãe do gestor por expor irregularidades no município. Ela relatou que o irmão adoeceu na época em que trabalhava no local e teve pedido de ajuda para comprar remédios negado pelo ex-patrão.

“Então, meu irmão foi atrás dos direitos dele e o Valdir disse que a vergonha que eles passaram no fórum de Penedo não ia ficar assim. Até hoje toda família está doente, ninguém mais tem saúde. Ninguém queira estar na pele da gente, passar o que a gente passou e passa até hoje. Eu que fiz o reconhecimento, fui ao IML, fiquei com choque. A única coisa que eu quero é justiça”, disse durante depoimento.

Durante a tarde, as testemunhas arroladas pela defesa apresentaram versões para tentar comprovar a localização do réu no dia do homicídio. Um amigo de infância afirmou que esteve com o acusado em um bar em Limoeiro de Anadia e sustentou que “deve ser por perseguição política” a acusação contra o réu.

Contudo, um dos jurados confrontou o depoimento com as provas anexadas ao processo: a testemunha alegou ter deixado o estabelecimento às 18h30, mas os comprovantes de pagamento e abastecimento constantes nos autos registraram as operações às 16h30.

O juiz condutor da sessão iniciou o interrogatório de Carlos Henrique Ferreira Santos logo após a fase de depoimentos. A magistratura não divulgou previsão para a conclusão dos debates e nem confirmou se os jurados proferirão a sentença ainda na noite de hoje.

*Com informações do Alagoas 24h