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Braskem atinge mais de dois terços de seu objetivo de descarbonização para 2030

Com mais de 1,2 milhão de tCO₂e/ano reduzidas, companhia combina eficiência energética, eletrificação e transição da matriz energética para fortalecer sua competitividade

Por Assessoria 06/10/2026
Braskem atinge mais de dois terços de seu objetivo de descarbonização para 2030
Iniciativa reduziu aproximadamente 100 mil toneladas de CO₂e por ano (Foto: Divulgação/Assessoria)

 A Braskem já alcançou mais de dois terços de seu objetivo de reduzir em 15% as emissões absolutas de gases de efeito estufa (GEE) de suas operações até 2030. Em Alagoas, um dos exemplos desse avanço está na fábrica de PVC localizada em Marechal Deodoro, onde a companhia substituiu o uso de gás natural fóssil por biomassa de eucalipto para a produção de vapor. A iniciativa integra o Programa de Descarbonização Industrial da Braskem, que já colocou em operação projetos responsáveis pela redução de mais de 1,2 milhão de toneladas de CO₂e por ano.

No caso da unidade alagoana, um dos principais ganhos veio do processo de eletrificação. A Braskem substituiu uma turbina com cerca de 20% de eficiência por um motor com mais de 90% de eficiência. A mudança contribuiu para uma redução de aproximadamente 150 mil toneladas de CO₂e por ano na operação, o que representa uma diminuição de cerca de 30% das emissões de GEE da Braskem em Alagoas em comparação com 2020.

O resultado alcançado em Marechal Deodoro exemplifica uma estratégia que vem sendo aplicada pela companhia em diferentes unidades industriais e que combina redução de emissões, eficiência energética e transformação da matriz energética. O avanço ocorre em um cenário em que a redução de emissões vem ganhando relevância crescente nas decisões de investimento industrial, impulsionada por fatores como eficiência energética, regulamentação climática e competitividade.

Nesse contexto, a estratégia da Braskem busca combinar redução da intensidade de carbono com ganhos operacionais e financeiros de longo prazo. “A descarbonização não é uma agenda futura para a Braskem. Ela já está acontecendo nas nossas operações, por meio de projetos que reduzem emissões, aumentam a eficiência energética e fortalecem a competitividade do negócio. Nosso foco é acelerar soluções capazes de gerar valor ambiental e econômico ao mesmo tempo”, explica Gustavo Checcucci, Diretor de Energia e Descarbonização Industrial da Braskem.

Criado em 2021, o Programa de Descarbonização Industrial está estruturado em duas frentes complementares: fortalecimento da cultura, governança e processos de gestão climática e implementação de iniciativas voltadas à melhoria contínua, eficiência energética, eletrificação e transformação da matriz energética. O programa conta ainda com mecanismos de precificação interna de carbono que apoiam a tomada de decisão sobre investimentos e priorização de projetos.

O movimento reflete uma tendência observada em diferentes setores industriais. Com o avanço da regulamentação climática e a busca por maior eficiência operacional, empresas vêm acelerando investimentos em soluções capazes de combinar redução de emissões, segurança energética e competitividade.

Para isso, a Braskem tem reconfigurado a infraestrutura de seus ativos. Além da experiência em Alagoas, entre os principais exemplos está o Projeto Vesta, no ABC Paulista, que substituiu turbinas a vapor por motores elétricos de alto rendimento suportados por uma central de cogeração alimentada por gás residual rico em hidrogênio. A iniciativa reduziu aproximadamente 100 mil toneladas de CO₂e por ano, além de gerar ganhos de eficiência energética de 7,3% e redução de 11% no consumo de água da unidade, atestando a viabilidade financeira e ambiental da modernização industrial em larga escala.

Também no Estado de São Paulo, na unidade de Paulínia, a companhia prevê a instalação de uma caldeira operada com energia elétrica renovável, gerando a redução de cerca de 65% das emissões de CO₂e. A solução substituirá parte do vapor atualmente produzido a partir de combustíveis fósseis, com início de operação em 2027.

No Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul, a Braskem iniciou o uso de biometano para substituir parcialmente o gás natural em suas operações. O insumo é fornecido pela Ultragaz, sendo produzido a partir de resíduos orgânicos no aterro de Minas do Leão. A iniciativa servirá de modelo para possíveis replicações em outras unidades industriais.

Em Alagoas, portanto, a transição energética já se traduz em mudanças concretas no processo industrial. A substituição do combustível fóssil por biomassa e o avanço da eletrificação na fábrica de PVC em Marechal Deodoro mostram como projetos de descarbonização podem atuar simultaneamente sobre a matriz energética, a eficiência operacional e a redução das emissões.

“A descarbonização faz parte da estratégia operacional da companhia. Os resultados já alcançados mostram que é possível avançar na transição energética de forma consistente e com retorno para o negócio”, completa Checcucci.