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PF investiga Flávio Bolsonaro em segundo inquérito no STF por suspeita de lavagem de dinheiro

Por Redação com Estadão 19/10/2026
PF investiga Flávio Bolsonaro em segundo inquérito no STF por suspeita de lavagem de dinheiro
Flávio Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A Polícia Federal abriu uma nova investigação para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Willer Tomaz. O inquérito foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. 

A apuração é um desdobramento de uma investigação iniciada no Rio Grande do Sul sobre possíveis irregularidades envolvendo plataformas de pagamento digital e empresas do setor de apostas esportivas.

Durante a análise de dados obtidos a partir da quebra de sigilo telemático de Tomaz, os investigadores identificaram elementos que indicariam uma relação próxima entre o advogado e o senador.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, a Polícia Federal identificou registros de encontros, reuniões e festas envolvendo os dois, além de referências a viagens do parlamentar custeadas pelo advogado. Os investigadores também encontraram registros que mencionam Flávio como “usuário master” de uma conta bancária vinculada à empresa Alcazar Holdings. 

A investigação também examina movimentações financeiras relacionadas a Tomaz. Conforme os dados citados pela Polícia Federal, uma conta bancária ligada ao advogado movimentou aproximadamente R$ 130 milhões entre março e maio de 2025. A origem e a destinação dos recursos estão entre os pontos que precisam ser aprofundados. 

O advogado é investigado por possíveis vínculos de controle ou propriedade de fato com a Rede Loto, empresa do setor de apostas esportivas. A apuração sobre essa atividade levou os investigadores a examinar outros relacionamentos e movimentações financeiras, incluindo aqueles que envolvem o senador.

Segundo inquérito contra o senador no STF

Com a nova apuração, Flávio Bolsonaro passou a ser alvo de dois inquéritos em tramitação no Supremo. O primeiro investiga suspeitas relacionadas à captação de recursos para a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, e está sob relatoria do ministro André Mendonça.

Até a publicação das informações consultadas, Flávio não havia se manifestado sobre o novo inquérito. A defesa de Willer Tomaz também não havia respondido aos contatos da reportagem citada pela Agência Estado. A abertura da investigação não representa uma condenação. O objetivo do inquérito é apurar os fatos e verificar se houve prática de crimes.

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