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Serial killer de Maceió supera Maníaco do Parque em penas de prisão

Albino Santos de Lima já passou por dez julgamentos e acumula 294 anos de prisão

Por Extra Alagoas 22/10/2026
Serial killer de Maceió supera Maníaco do Parque em penas de prisão
Serial killer de Maceió (Foto: Cortesia/Assessoria)

O serial killer de Maceió, Albino Santos de Lima, foi condenado a mais 60 anos de prisão nesta quinta-feira, 22, e ultrapassou o total de penas atribuído a Francisco de Assis Pereira, conhecido como Maníaco do Parque. Com a nova sentença, o réu acumula aproximadamente 294 anos de reclusão, contra 285 anos e 11 meses do criminoso que atuou em São Paulo.

A décima condenação de Albino foi proferida pelo Tribunal do Júri, no Fórum do Barro Duro, em Maceió. Ele foi considerado culpado pelos assassinatos de Débora Vitória Silva dos Santos, de 21 anos, e John Lenno Santos Ferreira, de 20. O casal foi morto a tiros em 18 de dezembro de 2023, no bairro da Levada, quando seguia para uma igreja evangélica.

O juiz Geraldo Amorim leu as duas sentenças ao fim do julgamento. Pela morte de John Lenno, a pena foi estabelecida em 30 anos de reclusão. O mesmo tempo foi fixado pelo homicídio de Débora Vitória. Em ambos os casos, a pena intermediária chegou a 30 anos após o reconhecimento da qualificadora de motivo fútil.

Durante o julgamento, Albino negou ter cometido os assassinatos. Ele afirmou que estava em casa na data do crime, acusou policiais de atribuírem falsamente os homicídios a ele e disse que era perseguido na região onde morava.

O promotor Vilas Boas apresentou aos jurados uma fotografia do casal encontrada em uma pasta criada por Albino. Segundo a acusação, o arquivo continha a data escolhida para o duplo homicídio.


Relembre os dez julgamentos de Albino Santos

Antes do julgamento desta quinta-feira, Albino já acumulava nove condenações que totalizavam 234 anos, dois meses e 13 dias de prisão. As sentenças anteriores envolvem homicídios consumados, tentativas de assassinato e outros crimes relacionados aos ataques. Os julgamentos começaram em abril de 2025.

Desde abril de 2025, Albino passou por dez julgamentos, com condenações por homicídios consumados, tentativas de assassinato e outros crimes relacionados aos ataques. Confira os casos e as penas aplicadas:

11 de abril de 2025 — 37 anos, 1 mês e 15 dias: assassinato do barbeiro Emerson Wagner da Silva e tentativa de homicídio contra outro jovem, após um desentendimento envolvendo a namorada da vítima.

6 de junho de 2025 — 24 anos e 6 meses: assassinato a tiros de Louise Gbyson Vieira de Melo, mulher trans, no Vergel do Lago.

31 de julho de 2025 — 24 anos e 6 meses: assassinato da adolescente Ana Clara Santos Lima, de 13 anos, perseguida e morta a tiros no Vergel do Lago.

4 de setembro de 2025 — 14 anos e 7 meses: tentativa de homicídio contra Alan Vítor dos Santos Soares, atingido por quatro tiros e sobrevivente do ataque.

31 de outubro de 2025 — 27 anos, 1 mês e 10 dias: assassinato de Tâmara Vanessa dos Santos e tentativas de homicídio contra José Gustavo Carvalho e Leidjane Gomes de Freitas.

13 de novembro de 2025 — 24 anos, 11 meses e 8 dias: assassinato de Beatriz Henrique da Silva e lesão corporal contra o filho dela, de quatro anos.

5 de março de 2026 — 22 anos, 5 meses e 15 dias: assassinato de Genilda Maria da Conceição, de 71 anos, morta enquanto levava o neto à escola.

15 de maio de 2026 — 29 anos e 1 dia: assassinato de Joseildo Siqueira Silva Filho, conhecido como Pikeno. Segundo a acusação, Albino tinha interesse na companheira da vítima.

7 de outubro de 2026 — 30 anos: assassinato de Mikaele Leite da Silva, morta após rejeitar investidas do condenado, conforme a acusação.

22 de outubro de 2026 — 60 anos: assassinatos de Débora Vitória Silva dos Santos e John Lenno Santos Ferreira, mortos a tiros na Levada, em dezembro de 2023.

Preso desde setembro de 2024, ele também é investigado por outros crimes. A Polícia Civil atribuiu a Albino 18 homicídios consumados e seis tentativas de assassinato, mas nem todos esses casos foram julgados.

Apesar de as condenações somarem aproximadamente 294 anos, esse número não corresponde ao período que Albino necessariamente permanecerá preso. A legislação penal brasileira estabelece um limite máximo para o cumprimento de penas privativas de liberdade, atualmente de 40 anos para os casos submetidos à regra vigente.

A aplicação do limite depende das normas legais pertinentes à execução penal, inclusive das regras de transição para crimes cometidos antes da alteração legislativa de 2020, quando o teto era de 30 anos.