16º Prêmio Selma Bandeira reconhece mulheres com trajetórias de impacto social
Realizado nessa quinta-feira(5), homenagem reconhece e fortalece o trabalho de 13 mulheres de diferentes áreas
“Mãos que moldam, fios que tecem, mulheres que transformam”, esse foi o tema da 16ª edição do prêmio Selma Bandeira, ocorrido nessa quinta-feira (5), na Associação Comercial, no Jaraguá. A premiação celebra e reconhece a trajetória de mulheres destaques em suas áreas, fortalecendo políticas públicas e ressaltando a importância da presença feminina em espaços de decisão.
Realizado por meio da Secretaria da Mulher, Pessoas com Deficiência, Idosos e Cidadania (Semuc), foram homenageadas 13 mulheres que realizam trabalhos de impacto na sociedade maceioense em diferentes áreas.
Para a educadora Luciana Luz Ferreira, homenageada na categoria “educacional”, receber esse reconhecimento em um momento em que a violência de gênero tem estampado os noticiários é simbólico. Ela idealizou o projeto “Não nos Mate! Combate à violência contra a mulher alagoana”. O projeto busca conscientizar e informar jovens e adolescentes nas escolas, para estabelecer uma cultura de não violência e de respeito às mulheres.
“Fiquei muito emocionada por ter sido escolhida. Temos esse trabalho há quase 3 anos e é a primeira vez que ganhamos esse tipo de reconhecimento. Receber o Selma Bandeira é entender que o município de Maceió está dizendo ‘vocês estão no caminho certo', afirma.
O prêmio reconheceu mulheres que exercem diferentes funções, mas que possuem uma atuação de impacto na sociedade. Na categoria “empreendedorismo”, Luana Rodrigues, idealizadora do projeto “Famílias Atípicas Empreendedoras”, foi homenageada pela criação de uma solução inovadora para gerar renda para mães e famílias atípicas.
Mãe de cinco crianças autistas e pessoa com deficiência (PCD), ela transformou os seus desafios em motivação para ajudar outras pessoas e criar uma rede de apoio e afeto que, atualmente, conta com mais de 400 cadastrados.
“As mães atípicas, especialmente, precisam desse espaço. Não apenas ser vistas, mas serem inseridas e pertencentes à sociedade e às homenagens. Precisam ser mais do que números e ações esporádicas. E hoje estou representando todas elas que caminham comigo”, reflete.

Segundo a secretária da Semuc, Sarah Nunes, o prêmio Selma Bandeira também é uma forma de resistência, em uma realidade em que as mulheres têm sido, cada vez mais, negligenciadas.
“A sociedade precisa entender que, quando uma mulher avança, toda a sociedade avança junto. Enquanto mulheres estiverem sendo mortas, assediadas, estaremos falando e lutando pelos nossos direitos. E o prêmio também é isso, traz reconhecimento no momento em que as mulheres precisam ser reconhecidas”, afirma.
