UPA do Trapiche denuncia esquema de venda de atestados médicos falsos em Maceió
A Polícia Civil investiga um esquema de venda de atestados médicos falsos que utilizava indevidamente o nome de uma médica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Trapiche, em Maceió. Segundo a denúncia, os documentos eram comercializados em grupos de WhatsApp por R$ 40, com pagamento via Pix.
De acordo com a direção da unidade, os criminosos utilizavam o endereço da UPA, o número do CRM da profissional e outras informações para dar aparência de autenticidade aos atestados falsificados.
Após tomar conhecimento do caso, a UPA registrou um boletim de ocorrência e encaminhou toda a documentação às autoridades.
O delegado Sidney Tenório informou que o material já foi recebido e será encaminhado ao distrito responsável pela investigação. Ele também alertou para as consequências criminais tanto para quem vende quanto para quem compra os documentos falsificados.
Segundo a polícia, quem utiliza atestado falso pode responder pelo crime de uso de documento falso, cuja pena pode chegar a três anos de prisão, além de correr risco de demissão por justa causa no ambiente de trabalho.
Já os responsáveis pela falsificação poderão responder por crimes como falsificação de atestado médico, falsa identidade, exercício ilegal da medicina e uso de documento falso. Somadas, as penas podem ultrapassar cinco anos de prisão.
A UPA do Trapiche informou ainda que possui procedimentos administrativos específicos para autenticação dos documentos apresentados por pacientes e funcionários. As investigações seguem em andamento.