VÍDEO: “Meu filho foi executado”, diz pai de policial morto por colega em Delmiro Gouveia
O pai do policial civil Yago Gomes, de 33 anos, morto a tiros pelo colega de trabalho Gildate Góes Moraes Sobrinho, de 61 anos, concedeu entrevista à imprensa e falou sobre o caso ocorrido em Delmiro Gouveia. Morador de Aracaju (SE), Pedro Pereira esteve no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca para reconhecer o corpo do filho e afirmou acreditar que o crime foi uma execução.
As primeiras informações divulgadas pela Polícia Civil de Alagoas descartam a hipótese de surto psicótico por parte do suspeito. Na tarde desta quarta-feira (20), a Justiça decretou a prisão preventiva de Gildate.
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Vídeos divulgados nas redes sociais mostram Pedro Pereira, que é policial judicial, relatando que Yago dirigia a viatura a pedido do colega após atenderem uma ocorrência em Piranhas, quando foi atingido pelos disparos.
Segundo o pai da vítima, ao observar os ferimentos no corpo do filho — principalmente por possuir experiência com armas — percebeu indícios de que Yago não teve chance de reação e que o disparo teria ocorrido à queima-roupa.
Pedro contou ainda que recebeu a notícia da morte por telefone e que, inicialmente, uma tia de Yago informou que teria ocorrido um “acidente de trabalho”.
“Achei que tinha sido um confronto. Eu sempre conversava muito com ele, falava sobre as ocorrências e ele gostava da atividade policial. Mas fui surpreendido com a triste notícia de que foi um colega que surtou. Até aí, tudo bem. Me desloquei de Aracaju, vim para Arapiraca e, quando observei o corpo, pelo amor de Deus, foi uma execução. O cidadão deu um tiro do lado direito da cabeça do meu filho. Como é que alguém surta e atira na cabeça?”, declarou Pedro Pereira ao deixar o IML.
Com a investigação em andamento, a Justiça de Alagoas decidiu converter a prisão de Gildate Góes em preventiva. O pedido foi fundamentado na gravidade do caso, nas contradições apresentadas e no entendimento de que medidas cautelares seriam insuficientes.
O pai de Yago afirmou ainda que desconhece qualquer motivação para o crime e pediu justiça pela morte do filho.
Veja o vídeo: