Justiça mantém prisão de instrutores investigados por morte de jovem em salto de rope jump
A Justiça de São Paulo decidiu manter presos os dois instrutores investigados pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que caiu durante um salto de rope jump após as cordas de segurança não estarem presas à estrutura.
A decisão foi proferida nesta quinta-feira (18) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Maicon Fernandes Cintra e Luís Felipe Feliciano Egoroff. Os dois seguem detidos preventivamente enquanto as investigações avançam.
Maria Eduarda morreu após ser lançada de uma plataforma na chamada Ponte do Esqueleto, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis. Segundo a investigação, a jovem realizou o salto sem que o equipamento de segurança estivesse devidamente conectado.
Ao analisar o pedido da defesa, o desembargador responsável pelo caso entendeu que ainda não há elementos suficientes para revogar as prisões. A decisão cita indícios que seguem sendo apurados, como a suposta tentativa de fuga dos investigados após o acidente, a troca de roupas e o desaparecimento de câmeras que poderiam ajudar a esclarecer a dinâmica dos fatos.
O magistrado também destacou que a investigação ainda está em fase inicial e que laudos periciais considerados essenciais para o caso ainda não foram concluídos. Por isso, a análise definitiva do habeas corpus deverá ocorrer após a obtenção de novas provas.