ICVA: eliminação do Brasil na Copa 2026 derruba varejo, mas garante alta nos bares
No domingo da derrota para a Noruega, o varejo total recuou 1,7% em relação ao mesmo domingo de 2025, enquanto o segmento de bares e casas noturnas teve um avanço de 13,8%.
O movimento sugere uma mudança na jornada de consumo ao longo do dia.
Antes da partida, os brasileiros anteciparam compras em supermercados para assistir ao jogo em casa. Após a derrota, os gastos se concentraram nos bares, indicando que parte dos consumidores manteve a programação fora de casa ou buscou estabelecimentos do segmento após o fim do jogo.
O setor de Supermercados & Hipermercados cresceu 9,1% no domingo da partida decisiva. O varejo alimentício especializado teve alta ainda maior: 16%.
Já o e-commerce avançou 5,8%, enquanto as lojas físicas recuaram 3,9%.
Para o vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, Carlos Alves, grandes eventos esportivos continuam tendo forte capacidade de reorganizar a jornada de consumo, mesmo quando o resultado em campo não é positivo:
“O jogo contra a Noruega mostra como o comportamento do consumidor se adapta rapidamente ao contexto”, destaca o executivo.
O recorte por horário reforça essa leitura.
No varejo total, o pico de vendas ocorreu às 11h, quando concentrou 5,66% do volume diário de transações, acima dos 4,67% registrados no mesmo domingo de 2025.
Nos supermercados, o maior movimento também foi às 11h, com 8,01% das vendas do dia.
Nos bares, porém, o maior fluxo veio depois da partida.
Às 19h, o segmento concentrou 8,27% do volume diário de transações, ante 1,80% no mesmo horário do ano anterio.