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Justiça manda prender funcionários de academia por morte de gata em Maceió

Promotoria aponta mulher como mandante e homem como executor

Por Redação* 30/10/2026
Justiça manda prender funcionários de academia por morte de gata em Maceió
Caso de maus-tratos contra uma gata na Ponta Verde, em Maceió, foi registrado por câmeras de segurança (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Justiça de Alagoas mandou prender um homem e uma mulher investigados pela morte da gata Camila Regina em uma academia no bairro da Ponta Verde, em Maceió. Os mandados foram expedidos pelo juiz da 10ª Vara Criminal da Capital, após pedido do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), que denunciou os dois por envolvimento na morte do animal.

A Polícia Civil realizou buscas nesta sexta-feira, 30, para cumprir os mandados, mas nenhum dos dois foi localizado. A informação foi confirmada pelo deputado delegado Leonan Pinheiro em entrevista para portal de notícias.

De acordo com a denúncia do MPAL, o homem teria agredido o animal durante quase cinco minutos, enquanto a mulher é apontada como responsável por ordenar o crime. O episódio aconteceu em 29 de agosto e foi registrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento.

Segundo o Ministério Público, a gata foi colocada dentro de um saco plástico, onde sofreu asfixia. Em seguida, o homem teria pisado repetidamente sobre o recipiente e desferido golpes contra o animal, provocando sua morte. Após as agressões, a mulher teria deixado a academia levando o saco com o corpo da gata.

A denúncia foi encaminhada à 10ª Vara Criminal da Capital. O MPAL pede que os dois respondam por maus-tratos a animais, conforme a Lei de Crimes Ambientais.

“Requeremos o recebimento da denúncia e a instauração da ação penal contra ambos: o homem apontado como executor das agressões e a mulher indicada como mandante do crime”, afirmou a promotora Amélia Adriana de Carvalho Campelo.

Camila Regina vivia nas proximidades da academia e recebia cuidados e alimentação de moradores e frequentadores do estabelecimento. O desaparecimento ocorreu em 29 de agosto, quando uma cuidadora percebeu a ausência do animal e procurou a polícia.

Durante a investigação, a Polícia Civil analisou imagens das câmeras de segurança, que registraram um funcionário arremessando o saco em que a gata estava e pisando sobre ele.

Os dois funcionários foram indiciados em 23 de outubro pela Delegacia de Crimes Ambientais. Segundo a Polícia Civil, um dos investigados confessou o crime durante o interrogatório, enquanto o outro permaneceu em silêncio.

*Com informações do Extra Alagoas